Lúcio Mosquini defende Bolsonaro e diz que Rondônia só produz porque houve no passado uma cultura de destruição e queimadas na floresta

Confira a íntegra do pronunciamento do líder da bancada federal do estado

Lúcio Mosquini, do MDB, líder da bancada federal de Rondônia no Congresso Nacional, usou o microfone no púlpito do Plenário da Câmara Federal a fim de outorgar a si próprio procuração para defender o presidente Jair Bolsonaro (PSL) acerca da questão das queimadas na Amazônia.

O discurso foi apresentado no última quarta-feira (28).

“Eu moro no estado de Rondônia. E sou morador de Rondônia há muitos anos. Convivo todos os anos com as queimadas, nunca foi diferente. Aliás, nesse momento, tem menos queimada do que, talvez, na década de 80, na década de 70, na década de 90 […]”, declarou o emedebista.

Ele justifica dizendo – sem apresentar dados científicos ou provas de suas declarações – que os incêndios ocorriam porque o estado estava em formação.

“Mesmo porque nós, pioneiros de Rondônia, fomos convocados para ir a Rondônia para ‘colonizar para não entregar’, ‘ocupar para não entregar’. E assim nós fizemos. Nós fomos lá e colonizamos aquela região […]”.

O parlamentar prosseguiu o pronunciamento alegando que o estado só consegue produzir “porque na época nossa cultura era de eliminar a floresta, e até de fazer queimadas. Mas hoje não é mais”.

Embora tenha acabado de dizer que não existe mais a cultura de incendiar a floresta, no trecho seguinte do discurso o deputado se contradiz:

“A queimada que está acontecendo hoje lá em Rondônia é ruim? É ruim. Tem inclusive várias queimadas criminosas. Mas ela é uma queimada que ocorre em todos os anos”.

Mosquini defendeu o presidente da República destacando que Bolsonaro nunca incentivou as queimadas, e, mesmo assim, está levando a culpa pelo caos na Amazônia.

“Não tenho procuração do presidente Bolsonaro. Não sou do PSL para estar aqui defendendo. Mas eu nunca vi nenhuma entrevista, nada do presidente Jair Bolsonaro que possa incentivar as queimadas, muito pelo contrário. O presidente Jair Bolsonaro tem se pautado pra cumprir a legislação atual. O que nós precisamos aqui nesta Casa é modernizar a legislação até mesmo para punir quem faz queimadas criminosas, queimadas ilegal [sic]”, asseverou.

O candidato

Instituições que ajudam a cuidar da Amazônia veem em Jair Bolsonaro inimigo da floresta e incentivador tanto dos desmatamentos quanto dos incêndios.

Em 2018, quando esteve em Rondônia na condição de postulante à Presidência, declarou, diante do atual governador Marcos Rocha, do vice Zé Jodan e do candidato derrotado ao Senado Jaime Bagattoli, todos do PSL, que “o Brasil não suporta ter mais de 50% de seu território demarcado”.

“Não podemos continuar admitindo uma fiscalização xiita por parte do ICMBio e do Ibama, prejudicando quem quer produzir”, declarou à época.

Fonte: Rondônia Dinâmica

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