Ministro da Educação comemora prisão de grupo que fraudava PROUNI, FIES e REVALIDA

Abraham Weintruab, que é dono da pasta da Educação, usou sua conta no Twitter para comemorar a operação da Polícia Federal que prendeu 20 pessoas envolvidas em um esquema milionário da corrupção que envolvia o PROUNI, o FIESe o REVALIDA.

Confira o tweet do ministro:

Entendendo o caso

Em resumo, o esquema, concentrado na Universidade Brasil, sediada em Fernandópolis, interior de São Paulo, se baseava na venda ilegal de cursos de medicina por meio de programas estatais, o FIES e o PROUNI, cuja finalidade é atender a população de baixa renda, e aprovação no REVALIDA, exame que qualifica médicos formados no estrangeiro para atuarem no sistema de saúde brasileiro. Fazia parte do esquema a recepção de formandos advindos do Paraguai e da Bolívia.

As investigações começaram no início deste ano quando a PF recebeu denúncias sobre atividades suspeitas no campus de Fernandópolis. Lá, segundo se soube, acontecia a operação do esquema comandado pelo dono e ao mesmo tempo reitor da instituição, um engenheiro de 63 anos, e seu filho. Eles negociavam as vagas de medicina a R$ 120 mil, por aluno.

O dinheiro da fraude, segundo a PF, estava sendo investido em terras, no Brasil e fora, além da compra de jatinhos, aviões e carros de luxo.

Na operação, denominada Vagatomia, cerca de 250 policiais federais cumpriram 77 mandatos de busca e apreensão nas cidades de Fernandópolis, São José do Rio Preto, Santos, São Paulo, Presidente Prudente, São Bernardo do Campo, Porto Feliz, Meridiano, Murutinga do Sul e São José das Duas Pontes, todas em São Paulo; além de Água Boa, no Mato Grosso.

Segundo a PF, os alunos que compraram o curso nessas condições fraudulentas, também serão alvos de investigação.

Estima-se que nos últimos anos cerca de R$ 500 milhões foram desviados dos programas públicos de auxílio universitário. Não há ainda um número preciso, mas eventos como esse, que está longe de ser um caso isolado, decerto, prejudicaram a vida de milhares de estudantes pobres que sonhavam ingressar no ensino superior por meio dos aludidas benefícios governamentais.

Fonte: Estudos Nacionais

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